Separação Conjugal – término ou transição?

Primeiro a pergunta que não quer calar: Por que falar de separação logo no início do ano? Simples: porque faz todo sentido; afinal se um ano “iniciou” é porque um outro “terminou”. Isso faz da “virada de ano” uma analogia perfeita para falar de separação: como na virada do ano, nossas vidas não “terminam” com o ano velho, elas apenas mudam; assim como a vida, nossas relações estão em constante transição.

É comum ouvir a expressão “terminei minha relação” ou “terminei com ele”, como se a relação afetivo-amorosa fosse algo que acabasse de maneira definitiva. A verdade é que toda separação envolve uma mudança na relação entre as pessoas envolvidas, muito mais do que um fim propriamente dito; e reconhecer isso não é uma tarefa fácil. Continuar lendo

Minha Família – Primeiras lições afetivas.

A grande maioria das pessoas conta suas histórias de família falando de pai, mãe, irmãos e também de avós, tios e primos de toda sorte e graus. Eu, no entanto, tive uma família diferente; formada por pessoa que me ensinaram os primeiros afetos e responsáveis pelo que sou hoje.

Nasci em 1979, na cidade de Blumenau, Santa Catarina. Mas minha história começa mesmo antes de meu nascimento, com um casal “todo errado”, como diziam à época. Continuar lendo

Namoro ou Amizade?

Ok, talvez não seja a pergunta de um milhão, mas ela revela muito mais do que uma simples dúvida sobre o tipo de relacionamento entre duas (ou mais) pessoas. Perguntar se é namoro ou amizade envolve duas questões fundamentais e que estão intimamente ligadas em nossas relações afetivas: a sensação daquilo que chamo de estabilidade nominal e aquilo que podemos chamar da ideia de controle sobre as regras (do “jogo”).

Pode parecer pesado, eu sei; mas uso aqui as palavras “estabilidade” e “controle” sem nenhuma pretensão de induzir a crítica; apenas uma constatação natural. Veja esse exemplo… Continuar lendo

Ressignificando a ideia do “par perfeito”.

“Quero algo sério, mas está difícil encontrar alguém que valha a pena”; foi assim que começou minha conversa com Josiane*, uma jovem de 33 anos que visitou meu consultório, dia desses. Quando perguntei a ela qual a definição de “valer a pena” seus olhos reviraram, como quem buscava por algo no fundo da memória, enquanto recitava uma longa lista de adjetivos dignos de um Super-Humano. As expectativas eram altas; ela idealizou os gostos, comportamentos e o biotipo físico do seu dito “par perfeito”. Continuar lendo

Por que Terapia Afetiva e não Terapia de Casal?

Lembro da expressão daqueles olhos curiosos que analisavam meu consultório. O espaço simples possui apenas uma poltrona para mim e um pequeno sofá de dois lugares para receber as pessoas; além da escrivaninha onde trabalho em meus textos e uma pequena estante de livros. Ela parou diante do sofá e, sem olhar para mim, perguntou se deveria se sentar. Foi assim que começou aquela sessão. Continuar lendo

Terapia Afetiva – Uma nova consciência!

Nesse momento em que tudo parece se resumir à liquidez dessa nossa “modernidade” (aqui entre aspas pois há dúvidas se nos tornamos tão modernos assim), reclamar da pouca presença, da ausência de diálogos significativos e da virtualidade das relações passou a ser algo comum, corriqueiro. Esse é o ponto de partida para ir além do falar sobre isso; e convidar as pessoas a experienciar uma nova consciência. Continuar lendo