Tempo, tempo mano velho…

Já faz uns oito dias que venho dedicando um bom tempo para pensar no Tempo; na maneira como ele se faz presente, passa e nos marca; na forma como eu, você, e as outras pessoas aproveitamos cada tic-tac de vida. Comecei a questionar se já chegou minha hora de o ver “correr macio”, como na música de João Daniel Ulhoa, cantada pelo grupo Papo Fu: Sobre o tempo. Continuar lendo

Sou um bom amigo de mim mesmo?

Desde que conheci a Filosofia Estóica seus ensinamentos estiveram presentes na minha maneira de existir no mundo e na forma como vivencio minhas relações de afeto com os outros. Entretanto, enquanto lia hoje as cartas de Sêneca a Lucílio, traduzidas magistralmente por Alexandre Pires Vieira, me provoquei a  seguinte reflexão: sou um bom amigo de mim mesmo? Continuar lendo

Você se esforça para ser alguém interessante ou interessado?

Na dinâmica das relações afetivas, que muitos ainda teimam em tratar como jogo, é surpreendente como as pessoas ainda se esforçam mais em parecer interessantes do que se demonstrar interessadas; o que pode fazer com que um simples diálogo assuma características de uma desnecessária competição, ou de um monólogo interminável.

Os motivos que levam as pessoas a agirem desta maneira podem ser os mais diversos; mas o medo de não despertar o interesse no outro ainda é o mais comum. Entretanto, esforçar-se para parecer interessante desencadeia outros dois possíveis comportamentos, antagônicos entre si mas igualmente tóxicos às relações afetivas: o egocentrismo afetivo ou a inautenticidade afetiva.
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No conflito entre pais e filhos, quem precisa de terapia?

Se você tem filhos, o título já deve ter provocado algum desconforto; o que é ótimo! E considerando que você também é descendente de alguém, pode se desconfortar de novo. Mas afinal, no conflito entre pais e filhos, quem precisa de terapia?

Em primeiro lugar é bom lembrar que talvez nem toda pessoa precise de terapia, mas todos nós merecemos; esta é minha resposta quando alguém me pergunta se, diante do seu momento de vida, precisa ou não procurar por terapia. Em segundo lugar é preciso reconhecer que a resolução de qualquer conflito começa pela pessoa que busca a solução. Continuar lendo

É preciso DECLARAR o que se sente!

Sentir é, por essência, uma ação; um ciclo para o qual precisamos nos permitir e declarar. Afinal, todo sentimento não declarado frustra, adoece. Para que um ciclo seja fechado é preciso declarar o que se sente.

Ao olharmos para as relações de afeto hoje, talvez pode até parecer que já há muita coisa declarada; basta olhar para as mídias sociais para alguém supor que já há declarações, exposições e opiniões demais! Entretanto, será mesmo que aquilo que se vê nas “redes sociais”, nos grupos de WhatsApp ou mesmo nas conversas de bar, refletem o que as pessoas realmente sentem? Continuar lendo

Desapego e relações de afeto!

A ideia de desapego voltou com força aos debates públicos e também as reflexões pessoais. São inúmeros os vídeos, artigos e livros que tratam deste tema; seja em relação à felicidade, o minimalismo ou as diferentes formas de lidar com as perdas. Mas como o desapego pode contribuir, de maneira apreciativa, na construção de nossas relações de afeto? Continuar lendo