Contos Afetivos II :: Incertezas

Àqueles que seguem na busca.

 

De pé no centro da sala repleta de móveis antigos, testemunhas de um passado de muita prosperidade, ela dirigiu o olhar dos porta-retratos fixados na parede para a ampla janela que lhe permitia ver o pátio da fábrica. Para além daquele espaço aberto, onde transitavam caminhos carregados e pessoas em todas as direções, via-se o parque industrial, com suas altas chaminés que pareciam delimitar o próprio horizonte. Continuar lendo

Contos Afetivos I :: Saudade

Prefácio aos Contos Afetivos

Sempre fui apaixonado pelos diálogos na literatura, assim como na vida real. A força que existe num simples travessão que marca o início de uma pergunta provocativa, ou da resposta insolente, sempre com uma voz própria, torna ideias e reflexões mais próximas. Afinal, já não é apenas com a voz do autor que você pode se identificar, mas com a de múltiplas personagens.

Contar histórias nos ajuda a perceber diferentes perspectivas, e coloca toda pepita de conhecimento num lugar concreto, ainda que no imaginário. Assim será esta série de Contos Afetivos que, esperanço, inspire você nas suas reflexões e na maneira de reescrever sua própria história e diálogos. Continuar lendo

Saímos mesmo diferentes das crises?

Pelo título você pode até pensar: “nossa, mais um texto sobre a crise do Coronavírus”; mas garanto que a reflexão que proponho aqui é atemporal, ainda que a inspiração seja mesmo nosso momento atual, especialmente as frases ditas ou escritas por diferentes pessoas, como: “sairemos diferentes dessa crise”; “veremos muitas mudanças depois do Coronavírus”; ou “as pessoas irão agir diferente depois disso tudo”. Será que saímos mesmo diferentes das crises?  Continuar lendo

Uma carta ao futuro…

De Rafael Giuliano em 2020;
Ao sortudo Rafael Giuliano de 2021;

Depois de recomendar este mesmo exercício para tantas pessoas, a fim de provocar novas perspectivas de futuro, decidi eu mesmo lhe escrever esta carta; e se o chamo de sortudo é porque você bem sabe (afinal nós dois temos uma excelente memória) que escrevo de março de 2020, em plena quarentena por causa da expansão do Coronavírus. Continuar lendo

Home Office – Integridade e Produtividade

Antes de tudo, preciso dizer a você algo a respeito da escolha do tema. Escrevo esse texto em março de 2020, e estou no terceiro dia da quarentena recomendada pelo governo de Santa Catarina para deter o avanço do Coronavírus; mas considero que as inspirações que proponho aqui sobre integridade e produtividade no trabalho em home office são, de certa maneira, atemporais, e não se limitam aos momentos de isolamento impositivo como de agora. Continuar lendo

A importância do “aqui e agora” nas organizações!

O tempo é algo engraçado! Nós só o experienciamos no presente, no aqui e agora; ainda assim parecemos dedicar mais tempo (o que já é um paradoxo – rs) para as lembranças do passado, ou as preocupações com o futuro. Mas por que se torna cada dia mais importante focar no “aqui e agora”, especialmente nas organizações? Continuar lendo

Novo Manual de Uso do DESABAFO!

Um dos princípios na Terapia Afetiva, baseada na Conscienciologia Humanista, envolve a Ressignificação; um processo pelo qual buscamos criar novos significados para o que recebemos ou percebemos vindo do outro, assim como naquilo que compartilhamos e inspiramos nas pessoas. A série “Novo Manual de Uso” é uma provocação lúdica para refletir sobre diferentes comportamentos, propondo “novas” maneiras de uso, começando pelo desabafo. Continuar lendo

Pelo direito de sentir, inclusive a dor!

Eu tenho observado um paradoxo fascinante nos dias atuais: se por um lado ouvimos falar do excesso de exposição nas mídias sociais, percebo que as pessoas têm cada vez menos espaços e oportunidades para compartilhar, de verdade, aquilo que sentem, inclusive suas dores. Entretanto, acredito que nosso erro está em confundir expor com compartilhar emoções; afinal são duas formas de agir bem distintas uma da outra. Continuar lendo

Terapia ao Ar Livre?

Você já percebeu como algumas propostas novas podem chocar ou surpreender, mesmo quando não se trata de algo tão “novo” assim. Quando você imagina alguém “fazendo terapia”, por exemplo, qual a primeira coisa que lhe vem à mente? A pessoa deitada num divã? Talvez num espaço mais zen, com almofadas pelo chão, um incenso, e meia-luz? Ou o Selton Mello sentado numa poltrona, com olhar sexy para você? Acredite, alguns encontros terapêuticos acontecem em ambientes abertos, ao ar livre, em contato com a natureza; e isso não é bem uma novidade. Continuar lendo

Chega de culpa!

Sim, estou propondo que você pare de sentir tanta culpa! Entretanto, minha proposta está longe da simples ideia de apertar o “botão do foda-se”, como sugerem alguns livros e gurus, ou a maioria dos seus amigos mais bem intencionados.  Acredito que entre o 8 e o 80 há sempre um caminho do meio! (A resposta pode até ser o 42, hahahaha! Referência nerd, mas tudo bem!). Continuar lendo