No conflito entre pais e filhos, quem precisa de terapia?

Se você tem filhos, o título já deve ter provocado algum desconforto; o que é ótimo! E considerando que você também é descendente de alguém, pode se desconfortar de novo. Mas afinal, no conflito entre pais e filhos, quem precisa de terapia?

Em primeiro lugar é bom lembrar que talvez nem toda pessoa precise de terapia, mas todos nós merecemos; esta é minha resposta quando alguém me pergunta se, diante do seu momento de vida, precisa ou não procurar por terapia. Em segundo lugar é preciso reconhecer que a resolução de qualquer conflito começa pela pessoa que busca a solução. Continuar lendo

É preciso DECLARAR o que se sente!

Sentir é, por essência, uma ação; um ciclo para o qual precisamos nos permitir e declarar. Afinal, todo sentimento não declarado frustra, adoece. Para que um ciclo seja fechado é preciso declarar o que se sente.

Ao olharmos para as relações de afeto hoje, talvez pode até parecer que já há muita coisa declarada; basta olhar para as mídias sociais para alguém supor que já há declarações, exposições e opiniões demais! Entretanto, será mesmo que aquilo que se vê nas “redes sociais”, nos grupos de WhatsApp ou mesmo nas conversas de bar, refletem o que as pessoas realmente sentem? Continuar lendo

Desapego e relações de afeto!

A ideia de desapego voltou com força aos debates públicos e também as reflexões pessoais. São inúmeros os vídeos, artigos e livros que tratam deste tema; seja em relação à felicidade, o minimalismo ou as diferentes formas de lidar com as perdas. Mas como o desapego pode contribuir, de maneira apreciativa, na construção de nossas relações de afeto? Continuar lendo

Separação Conjugal – término ou transição?

Primeiro a pergunta que não quer calar: Por que falar de separação logo no início do ano? Simples: porque faz todo sentido; afinal se um ano “iniciou” é porque um outro “terminou”. Isso faz da “virada de ano” uma analogia perfeita para falar de separação: como na virada do ano, nossas vidas não “terminam” com o ano velho, elas apenas mudam; assim como a vida, nossas relações estão em constante transição.

É comum ouvir a expressão “terminei minha relação” ou “terminei com ele”, como se a relação afetivo-amorosa fosse algo que acabasse de maneira definitiva. A verdade é que toda separação envolve uma mudança na relação entre as pessoas envolvidas, muito mais do que um fim propriamente dito; e reconhecer isso não é uma tarefa fácil. Continuar lendo

Minha Família – Primeiras lições afetivas.

A grande maioria das pessoas conta suas histórias de família falando de pai, mãe, irmãos e também de avós, tios e primos de toda sorte e graus. Eu, no entanto, tive uma família diferente; formada por pessoa que me ensinaram os primeiros afetos e responsáveis pelo que sou hoje.

Nasci em 1979, na cidade de Blumenau, Santa Catarina. Mas minha história começa mesmo antes de meu nascimento, com um casal “todo errado”, como diziam à época. Continuar lendo

Namoro ou Amizade?

Ok, talvez não seja a pergunta de um milhão, mas ela revela muito mais do que uma simples dúvida sobre o tipo de relacionamento entre duas (ou mais) pessoas. Perguntar se é namoro ou amizade envolve duas questões fundamentais e que estão intimamente ligadas em nossas relações afetivas: a sensação daquilo que chamo de estabilidade nominal e aquilo que podemos chamar da ideia de controle sobre as regras (do “jogo”).

Pode parecer pesado, eu sei; mas uso aqui as palavras “estabilidade” e “controle” sem nenhuma pretensão de induzir a crítica; apenas uma constatação natural. Veja esse exemplo… Continuar lendo