Novo Manual de Uso do DESABAFO!

Um dos princípios na Terapia Afetiva, baseada na Conscienciologia Humanista, envolve a Ressignificação; um processo pelo qual buscamos criar novos significados para o que recebemos ou percebemos vindo do outro, assim como naquilo que compartilhamos e inspiramos nas pessoas. A série “Novo Manual de Uso” é uma provocação lúdica para refletir sobre diferentes comportamentos, propondo “novas” maneiras de uso, começando pelo desabafo. Continuar lendo

Pelo direito de sentir, inclusive a dor!

Eu tenho observado um paradoxo fascinante nos dias atuais: se por um lado ouvimos falar do excesso de exposição nas mídias sociais, percebo que as pessoas têm cada vez menos espaços e oportunidades para compartilhar, de verdade, aquilo que sentem, inclusive suas dores. Entretanto, acredito que nosso erro está em confundir expor com compartilhar emoções; afinal são duas formas de agir bem distintas uma da outra. Continuar lendo

Terapia ao Ar Livre?

Você já percebeu como algumas propostas novas podem chocar ou surpreender, mesmo quando não se trata de algo tão “novo” assim. Quando você imagina alguém “fazendo terapia”, por exemplo, qual a primeira coisa que lhe vem à mente? A pessoa deitada num divã? Talvez num espaço mais zen, com almofadas pelo chão, um incenso, e meia-luz? Ou o Selton Mello sentado numa poltrona, com olhar sexy para você? Acredite, alguns encontros terapêuticos acontecem em ambientes abertos, ao ar livre, em contato com a natureza; e isso não é bem uma novidade. Continuar lendo

Chega de culpa!

Sim, estou propondo que você pare de sentir tanta culpa! Entretanto, minha proposta está longe da simples ideia de apertar o “botão do foda-se”, como sugerem alguns livros e gurus, ou a maioria dos seus amigos mais bem intencionados.  Acredito que entre o 8 e o 80 há sempre um caminho do meio! (A resposta pode até ser o 42, hahahaha! Referência nerd, mas tudo bem!). Continuar lendo

Tempo, tempo mano velho…

Já faz uns oito dias que venho dedicando um bom tempo para pensar no Tempo; na maneira como ele se faz presente, passa e nos marca; na forma como eu, você, e as outras pessoas aproveitamos cada tic-tac de vida. Comecei a questionar se já chegou minha hora de o ver “correr macio”, como na música de João Daniel Ulhoa, cantada pelo grupo Papo Fu: Sobre o tempo. Continuar lendo

Sou um bom amigo de mim mesmo?

Desde que conheci a Filosofia Estóica seus ensinamentos estiveram presentes na minha maneira de existir no mundo e na forma como vivencio minhas relações de afeto com os outros. Entretanto, enquanto lia hoje as cartas de Sêneca a Lucílio, traduzidas magistralmente por Alexandre Pires Vieira, me provoquei a  seguinte reflexão: sou um bom amigo de mim mesmo? Continuar lendo

Você se esforça para ser alguém interessante ou interessado?

Na dinâmica das relações afetivas, que muitos ainda teimam em tratar como jogo, é surpreendente como as pessoas ainda se esforçam mais em parecer interessantes do que se demonstrar interessadas; o que pode fazer com que um simples diálogo assuma características de uma desnecessária competição, ou de um monólogo interminável.

Os motivos que levam as pessoas a agirem desta maneira podem ser os mais diversos; mas o medo de não despertar o interesse no outro ainda é o mais comum. Entretanto, esforçar-se para parecer interessante desencadeia outros dois possíveis comportamentos, antagônicos entre si mas igualmente tóxicos às relações afetivas: o egocentrismo afetivo ou a inautenticidade afetiva.
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