Sejamos pessoas EXTRAordinárias!

Lembro a primeira vez que ouvi falar da Teoria dos Seis Graus de Separação; foi num filme, também chamado de Seis Graus de Separação (haha). A teoria baseada no estudo de Stanley Milgram mostra, em linhas gerais, que “no mundo, são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas”; e o estudo foi realizado muito antes das redes sociais, apenas para constar. Entretanto, apesar de reconhecermos a “proximidade” entre você, eu e as outras pessoas, ainda não conseguimos tornar essas conexões extraordinárias.

O ditado que “nenhuma pessoa é uma ilha” parece óbvio, especialmente quando se mora numa grande cidade ou metrópole, certo? Ainda assim, são nas cidades mais populosas que as pessoas se sentem mais sozinhas; alguns culpam o individualismo, a competição estimulada pelo capitalismo, ou as “redes sociais”, o que é um paradoxo, por si só. Mas a verdade é que deixamos passar oportunidades incríveis de nos tornarmos pessoas fascinantes na vida de outras pessoas potencialmente extraordinárias!

Talvez tudo isso ocorra por medo nosso, ou porque simplesmente ninguém nos ensinou, ou soube demonstrar, como podemos ser essenciais, fundamentais ou necessários (tudo isso para dizer “importantes”) na vida uns dos outros. Por isso, diante das experiências sensacionais que tive com pessoas adoráveis, compartilho aqui algumas dicas para você também poder abraçar as oportunidades, e ser essa pessoa que transforma a vida de muitas outras!

Nenhum Sentimento é Óbvio!

Há quem defenda que dizer “eu te amo” se tornou banal! Já eu acredito que a banalidade não está no “uso excessivo” destas três palavras, e sim na possível ausência do sentimento quando elas são ditas. Até porque, na verdade, sinto que muita gente sente amor, mas não diz nada; ou diz o contrário.

Ok, vamos por partes com essa dica! Primeiro: há quem sinta amor, dor, tristeza ou saudades, mas guarda tudo isso para si; esperando que a razão do seu afeto, a pessoa por quem cultiva estes e tantos outros sentimentos descubra (do nada!) como ela se sente. Sem perceber, ao guardar para nós qualquer sentimento, mesmo os bons, passamos a carregar um fardo pesado, sozinhos. Assim como o é para nosso segundo tipo: o paradoxo de quem sente algo e diz o contrário. Existem pais e mães que expressam seu “amor cuidadoso” por meio da agressividade verbal; quem se nega a primeiro dizer “eu te amo”, por medo da rejeição; e a pessoa que sente muito pelo que fez, mas não pode dar o “braço a torcer” pedindo desculpas. Os exemplos são vários.

Declare-se! Assim como propus no texto “É preciso DECLARAR o que se sente!”, “aprender a se declarar pode até não ser a solução para todos os seus problemas; mas pode tornar sua vida, e das pessoas ao seu redor, mais significativa e menos doente”.

Experimente “contar com as pessoas”!

Adoro a expressão “conte comigo”, assim como valorizo “contar com as pessoas”; isso porque a palavra “contar” me desperta dois significados especiais: o primeiro é a ideia de contar como compartilhar, falar sobre meus sonhos, planos e buscas; o segundo significado se refere a somar com o outro, abrindo a possibilidade de realizações conjuntas!

Reconheço que “nem sempre dá certo”, como ouço de muita gente! Mas a verdade é que contar com as pessoas faz parte do importante exercício de aprender mais sobre nós mesmos; de como lidar com a diversidade e adversidades; de respeitar tanto os nossos valores e limites quanto os dos outros. E, nesta jornada, descobrir qual nosso verdadeiro potencial de sermos EXTRAordinários.

Compartilhe aquilo que você acredita!

Algumas pessoas desistem das oportunidades incríveis de se tornarem pessoas fascinantes na vida de outras pessoas potencialmente extraordinárias por não se sentirem ouvidas, ou acolhidas, então se resignam ou se calam; mas, ao desistirem da outra pessoa, abrem mão de uma parte importante de si mesmas.

Esta terceira dica vai para toda pessoa que já ouviu frases como “quem é você para falar como eu devo agir?”; ou “lá vem você, querendo dizer como eu tenho que viver a minha vida!” É, eu também já ouvi coisas do tipo, e outras BEM piores. Mas quando parei e refleti sobre cada um desses diálogos, buscando aprender algo sobre mim mesmo, percebi como, ainda que sem querer, estava sempre dizendo à outra pessoa como ela deveria agir ou tinha que viver. Lá estava eu, do alto de meu pedestal, apontando o dedo em riste, ignorando que o exemplo é sempre a melhor maneira de compartilhar aquilo em que acreditamos.

Hoje, diante da necessidade ou oportunidade de propor um outro olhar, uma perspectiva diferente sobre algum tema, falo simplesmente sobre meus experimentos, aprendizados, sentimentos, e de como cada mudança tem criado valor para mim e às pessoas ao meu redor. Dessa maneira, compartilho aquilo em que acredito, permito-me ser eu mesmo, sem precisar dizer ao outro como ele deve agir ou viver. Não precisamos nos calar diante de quem pensa ou age diferente; basta falar sobre nós mesmos, ao invés de julgar aos outros.

Três dicas simples, mas nada fáceis, devo admitir! Ainda assim, essas atitudes podem para que possamos nos tornar, quem sabe JUNTOS, em pessoas EXTRAordinárias!

E você? Qual sua dica para agarrarmos essas oportunidade!? Compartilhe suas ideias e experiências aqui nos comentário!

Ah, e lembre que às vezes tudo o que precisamos fazer para contribuir com a reflexão de outras pessoas é, simplesmente, apresentá-las a um texto com boas dicas! (Hahahaha!) Por isso, minha quarta e última dica é para você compartilhar o link desse texto com mais pessoas potencialmente EXTRAordinárias!

Rafael Giuliano,
buscando oportunidades incríveis, para ser fascinante na vida de pessoas EXTRAordinárias! (NO MÍNIMO!)

5 comentários sobre “Sejamos pessoas EXTRAordinárias!

  1. Dá pra concordar 102%?!
    Super concordo e assino em baixo de muitos deslizes desses!
    Por isso, antes de mais nada preciso dizer:
    Rafa, eu te amo, muito!!!

    E minha dica é: Dêem espaço a vulnerabilidade.
    Estou começando a praticar isso há pouco tempo, mas está sendo uma nova – e bem mais empolgante – vida!!

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    1. Cris (@polakoski), vamos começar pelo começo… EU TAMBÉM TE AMO!!! (Pronto, rasgação de seda concluída!); agora, sobre sua dica: é estranho perceber como a vulnerabilidade se tornou motivo de descontentamento nas relações humanas (amizades, amorosas e até profissionais).

      Admiro pessoas que tenham a coragem de demonstrar sua vulnerabilidade; além de agradece-las por me lembrar que também sou humano, e posso demonstrar esse traço de minha humanidade!

      Esperanço compartilhar ainda mais dessa sua nova – e bem mais empolgante – vida!

      Com carinho,
      Rafa

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  2. Estou nessa posição, de querer doar o exemplo, de querer ensinar a quem está próximo (no caso minha família), mas percebo exatamente que, ao invés de dizer o que fiz pra ter um resultado diferente da pessoa que me ouve, apenas vivo normalmente e vou deixando exemplos a serem observados, modelados em fim, absorvidos a quem possa interessar. Pois não sou dono da razão ou simplesmente exemplo pra todos. Percebi que muitas vezes não estamos em sintonia para compartilhar os aprendizados e experiências, logo acredito em deixar no universo os resultados acertivos e outros não, afim de serem absorvidos a quem interessar.
    Parabéns pelo texto Rafael, sempre uma pedrada em minha cabeça, fazendo a reflexão que sempre cabe em meu dia.

    Bom final de semana!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigado! Os textos que escrevo merecem seus parabéns, e valem como pedradas, apenas pelos exemplos que colho todos os dias nas relações que tenho com pessoas EXTRAordinárias como você, Narciso.

      Acredito que sua filha tem um bom professor para vida.

      Boa vida para nós!

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  3. Amei . Especialmente o conceito de “contar”; somar com o outro, abrindo a possibilidade de realizações conjuntas. As pessoas seriam mais leves se aprendessem a realizar conjuntamente as ações sem o espírito de cobrança da outra parte. Isso pode ser praticado no casamento, nas amizades, entre os familiares ( pra mim o mais difícil atualmente) e no trabalho. O exemplo podemos vivenciar especialmente com filhos, eles repetem tuuuudo o que fazemos , mas também nas comunidades religiosas, não precisamos propagar versículos, hinos e roupas “recatadas”, nossas atitudes e modo de vida falarão pode si e podem arrebatar mais seguidores que qualquer pregação ( sou evangélica, antes que achem que estou criticando o grupo). Enfim, a convivência e realizacao podem ser mais significativas se nós abrirmos ao próximo com um olhar de parceria e aceitarmos que não sabemos de tudo e não estamos imunes a nada( a pandemia provou isso).
    Amei ( de novo) rsrs

    Curtido por 1 pessoa

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