A importância do “aqui e agora” nas organizações!

O tempo é algo engraçado! Nós só o experienciamos no presente, no aqui e agora; ainda assim parecemos dedicar mais tempo (o que já é um paradoxo – rs) para as lembranças do passado, ou as preocupações com o futuro. Mas por que se torna cada dia mais importante focar no “aqui e agora”, especialmente nas organizações?

Esta dedicação ao passado ou futuro, comum à maioria das pessoas, criam duas armadilhas que também podem ser percebidas em diferentes comportamentos nas dinâmicas organizacionais: alguns profissionais ou equipes ficam presos às glórias ou derrotas do passado, por exemplo; noutros casos, planejamentos se tornam idealizações de cenários inalcançáveis. Qual a solução? O bom e velho caminho do meio: focar no presente!

Nossas experiências passadas, assim como o exercício de antever cenários futuros, têm enorme valor tanto para nosso contínuo processo de aprendizagem quanto no exercício de planejar e projetar. Entretanto, é preciso extrair do passado as lições que, junto às projeções do futuro, orientam as ações que precisam ser priorizadas no aqui e agora.

 

Passado e Futuro – Modo de Uso

É comum, especialmente no início de um novo ano, que organizações reúnam seus líderes, profissionais e equipes a fim de traçarem juntos diferentes formas de planejamento: estratégicos, táticos ou operacionais. Porém, são nesses momentos de criação compartilhada que surgem dois riscos também comuns: (1) com base no passado, projetamos cenários limitados por aquilo que já fizemos, ignorando o potencial humano e aspectos circunstanciais do presente; ou (2) com base exclusivamente no futuro, estabelecemos objetivos e metas que podem provocar mais frustrações que conquistas reais.

Diante destes riscos, qual a melhor maneira de “usar” o passado e futuro como norteadores das ações de profissionais e equipes no aqui e agora? Bem, a resposta pode estar nas lições aprendidas em diferentes práticas que envolvem a Investigação Apreciativa, a Quinta Disciplina e a Aprendizagem Significativa.

 

 

No Passado, (re)descubra o Núcleo Positivo da organização.

Nas pesquisas e experimentações que fundamentam a Investigação Apreciativa, proposta por David Cooperrider, um passo importante na direção do futuro é promover com as pessoas (profissionais e equipes) um momento de (re)Descoberta, identificando potenciais explorados e ainda inexplorados, os interesses comuns que as move; tudo o que podemos chamar de Núcleo Positivo da organização.

Este núcleo se baseia tanto nas conquistas (o que deu muito certo) quanto nos insucessos (o que deu muito errado), trazendo o foco para as lições aprendidas. O desafio é transformar as histórias vividas em experiências conscientes, extraindo dos fatos os aprendizados; algo que requer ir além da ideia de “sempre fizemos assim” para descobrir como e porque fizemos daquela forma.

Na prática, envolve exercitar com profissionais e equipes o conceito prático da investigação, porém com o propósito de apreciar tudo o que for possível aprender com nossa história, nos erros e também acertos; afinal há momentos em que equipes têm dificuldade de explicar o sucesso de um projeto ou campanha, falando apenas em termos subjetivos do compromisso e determinação das pessoas. Mas no fundo admitem o mistério em torno dos fatores determinantes do sucesso.

As lições adquiridas pelas conquistas nos permitem propor melhorias incrementais e disruptivas; enquanto aquelas adquiridas por meio dos insucessos minimizam riscos, desgastes e tornam o trabalho no momento presente muito mais assertivo.

 

“No Futuro”, extrapole a realidade em busca de inspiração!

A melhor coisa em se “trabalhar no futuro” é que ele ainda não existe; portanto é um laboratório de experimentação teórica, um ambiente para explorar cenários e construir opções possíveis, além de sonhar. E é “Sonho” mesmo como chamamos a segunda fase no método da Investigação Apreciativa; uma vez que o desafio é fazer as pessoas sonharem.

Ok, e o risco de idealizar o futuro? Bem, aqui entra um importante elemento para tornar as projeções, e o próprio exercício de sonhar, em algo palpável: o Pensamento Sistêmico. O fato é que a maioria das idealizações ocorrem quando pensamos no futuro por meio de ações isoladas, iniciativas desconexas; mas à medida em que você sonha e explora múltiplos cenários virtualmente possíveis, considerando a forma como eles interagem entre si, as perspectivas se tornam cada vez mais plausíveis e executáveis, sem aniquilar a criatividade nem o prazer de sonhar.

Portanto, quando um grupo estiver em pleno processo criativo e lançar uma ideia ou sugestão, proponha a conexão desta ideia com outras, novas ou já em curso; assim a conexão entre diferentes iniciativas futuras, ou destas com ações do presente, dará início à jornada de volta à realidade, trazendo com o grupo o valor das criações que poderão ser aplicadas.

Outra maneira de trazer o grupo de volta à realidade do momento presente, o aqui e agora, sem desvalorizar o exercício de criatividade e seus sonhos, é propor uma etapa em que as pessoas possam pensar juntas em critérios para selecionar as opções, dentre os cenários criados, que serão implementadas.

 

Conectando-se ao Aqui e Agora

É imprescindível que tanto o trabalho de resgate quanto o exercício de projeção tenha significado no aqui e agora. E é neste ponto em que a Aprendizagem Significativa, criada por David Ausubel, contribui de diferentes formas nesta construção de aprendizado

O propósito de todo o exercício investigativo e exploratório com o grupo deve ser manter o foco naquilo que faz sentido, que agrega valor por meio do significado para as pessoas, equipes, organização, negócio e/ou sua razão social de ser.

É no presente que nós realizamos, lembre-se sempre disso! 

Quer saber mais? Então venha compartilhar muito mais que ideias, inspirações para mudanças!

 

Na constante busca por mais significado e realizações, aqui e agora!

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