Sou um bom amigo de mim mesmo?

Desde que conheci a Filosofia Estóica seus ensinamentos estiveram presentes na minha maneira de existir no mundo e na forma como vivencio minhas relações de afeto com os outros. Entretanto, enquanto lia hoje as cartas de Sêneca a Lucílio, traduzidas magistralmente por Alexandre Pires Vieira, me provoquei a  seguinte reflexão: sou um bom amigo de mim mesmo? Continuar lendo

Você se esforça para ser alguém interessante ou interessado?

Na dinâmica das relações afetivas, que muitos ainda teimam em tratar como jogo, é surpreendente como as pessoas ainda se esforçam mais em parecer interessantes do que se demonstrar interessadas; o que pode fazer com que um simples diálogo assuma características de uma desnecessária competição, ou de um monólogo interminável.

Os motivos que levam as pessoas a agirem desta maneira podem ser os mais diversos; mas o medo de não despertar o interesse no outro ainda é o mais comum. Entretanto, esforçar-se para parecer interessante desencadeia outros dois possíveis comportamentos, antagônicos entre si mas igualmente tóxicos às relações afetivas: o egocentrismo afetivo ou a inautenticidade afetiva.
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